Já muitas conclusões/comentários/ect… à entrevista de hoje andam a circular pela blogosfera, seguem-se alguns aspectos que, também, considero relevantes:
I
Sócrates enviou uma carta ao, então, reitor da Universidade Independente, a verificar a possibilidade de, aí, concluir a licenciatura, prometendo (ou seria apenas seu objectivo?) em Setembro entregar o certificado de habilitações para, presume-se, ser avaliado o curriculum e, assim, estabelecerem-se as equivalências…
Na resposta a esta carta, no dia 12 de Setembro, não só esse pedido foi aceite, como já eram referidas as disciplinas a frequentar…
Sou docente do ensino superior, e da experiência que tenho, para
estabelecer as equivalências não é necessário apenas o certificado de
habilitações, mas também, o programa de cada disciplina, e sem tal documentos, nenhum processo tem seguimento… Parece que afinal basta a palavra do discente…
II
Referiu que era indigno estarem a porem em causa as suas habilitações quando demorou seis anos a fazer a sua licenciatura… quatro deles para o bacharelato, e que isso deveria ser elogiado…
Um bacharelato não é de 3 anos? Deverá ser motivo de elogio, conseguir fazer em 4?
III
Não quer o título, nem o usa/usou, devido à necessidade de afirmação (ou outra qualquer) ou ao facto de Portugal ser um país de Doutores e Engenheiros. Aliás, pareceu repudiar esse facto.
Contudo, fez a licenciatura, mas nunca foi seu objectivo o exercício da profissão… e fartou-se de utilizar esse título, por erro dos outros, ou por questões de uso social.
É só a mim que isto me parece ridículo?
IV
O Sr. ET José Sócrates, fugiu a montes de perguntas e os seus interlocutores, nunca fizeram questão de voltar às mesmas…
Interlocutores, porque os discursos à nação não têm entrevistadores…
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PS (sem conotação política): o ET no título deste post é referência à profissão do senhor primeiro-ministro… como não sabia como havia de colocar Senhor Engenheiro Técnico parecia-me longo de mais, optei pelas iniciais:
Engenheiro Técnico