bom senso…

… finalmente. 

«A decisão judicial chegou depois de vários protestos da mãe, Ana Rita Leonardo, que se manifestou em frente ao Tribunal de Cascais durante semanas – entrando mesmo em greve de fome – contra a decisão judicial de dar o filho Martim, de dois anos, para adopção.

A advogada da família de uma criança que a Justiça decidiu dar para adopção disse à Lusa que o Tribunal de Cascais suspendeu hoje de manhã o processo de adopção do Martim, ordenando a reavaliação do caso.

Isilda Pegado afirmou que foi notificada de manhã "por um despacho do Tribunal de Cascais", que informa da suspensão do processo de adopção do Martim, mandando "reavaliar, de imediato, as condições dos progenitores".

Para a advogada de Ana Rita Leonardo e Paulo Matos, pais da criança, "esta decisão é um passo muito importante e que pode alterar o rumo das coisas".

Com apenas 15 anos, prometeu ir "até onde for preciso para recuperar o Martim" na esperança de o Tribunal suspendesse a adopção. A suspensão chegou hoje.

Na semana passada, Ana Rita terminou o protesto de quase 15 dias à porta do Tribunal de Cascais e entregou um requerimento à juíza do processo a pedir a reavaliação do caso, para que a criança seja entregue à família biológica.

Este requerimento juntou-se ao parecer do director do Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas-Boas, que se assumiu como o autor do relatório clínico que defende a reavaliação das condições de Ana Rita para cuidar do filho.» [aqui]

4 Comments

  1. Ana Rita, a mãe do Martim poderia ser ainda chamada de criança quando nasceu o seu filho e ainda não tem hoje sequer idade pra trabalhar, para se sustentar a si e ao seu filho, por isso irá precisar do apoio do pai do Matim e dos avós. Nestes casos, que envolvem progenitores crianças, não deveria ser decidida a adopção dos seus filhos tão rapidamentem, mais a mais sabendo nós que há tantas crianças que não chegam sequer a ser adoptadas por falta de candidatos a adoptantes. Não sei como são as feitas as investigações que determinam a adoptabilidade de uma criança, porém, os avós deverão (ou deveriam) ser sempre ouvidos e, caso queiram (quizessem) assumir a tutela da criança, essa possibilidade deveria ser-lhes sempre permitida. E as condições económicas não deverão ser nunca o motivo de impedimento para ficar com os filhos (ou com os netos), de contrário tornamo-nos numa sociedade perversa que impede os pobres de procriar e educarem os seus filhos. Se assim for, ser pai ou mãe será mais um previlégio para ricos e cidadãos de classe média, porque aos pobres faltarão sempre condições económicas que determinam as restantes condições, excepto as do afeto.Zé da Burra o Alentejano

  2. Concordo inteiramente consigo. Aliás, o apoio financeiro e não só, através de licenças aos avós, é já uma prática corrente em diversos países, como na Alemanha, por exemplo.

  3. Mais: Pelo acaso do destino sempre houve e haverá quem nasça em “berço de ouro” e quem nasça numa família pobre. O primeiro terá todas as condições para ter uma vida de fartura e ser bem sucedido na vida; o segundo irá seguir o destino dos seus progenitores, embora hajam alguma poucas excepções.

  4. Jà não será bem assim. Os exemplos disso já não são meras excepções à regra. Mas, que é muito mais fácil no primeiro caso, sem dúvida.

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