equipas de intervenção em crise nas esquadras

Na sequência dum acontecimento que ontem presenciei (acidente de viação), recordei um post que já anteriormente aqui tinha escrito e o qual renovo:

 

As pessoas que recorrem aos serviços das esquadras da PSP e da GNR são pessoas que, em número elevado, estarão fragilizadas social e psicologicamente. Em muitos casos, foram vítimas de crimes, não estando, os agentes e soldados destas forças, preparados para lidar com as mesmas.

Trago aqui um exemplo (que poderia ser alargado a muitos outros): as situações de vítimas de violência(s) familiar. Pessoas que, quando resolvem apresentar uma denúncia/queixa estão extremamente fragilizadas e, que não encontram ali, pessoas com os conhecimentos e as competências necessárias para uma estabilização e acompanhamento das vítimas.

Talvez fosse interessante, por esse motivos, alargar esta ideia: Promover a constituição de equipas compostas por, para além dos referidos advogados, profissionais das ciências humanas e sociais, com formação na área da criminologia e com competências na intervenção directa com este grupo de pessoas, a funcionar (como sugere Magalhães e Silva) 24 horas por dia.

Esta intervenção não se limitaria, obviamente, às quatro paredes das esquadras, devendo ser possível que estes profissionais, acompanhassem em determinados casos (situações que impliquem violência(s) – violações, raptos, entre outros) acompanharem os profissionais da PSP e da GNR, para uma intervenção em situações de crise. Falo, por exemplo, de pessoas com formação em psicologia, trabalho social, serviço social, entre outros.

 

Não abordarei aqui, o facto de as vitimas do acidente terem estado cerca de 30 minutos à espera da chegada das ambulâncias de socorro, quando o quartel de bombeiros mais próximo fica a 5 minutos… a pé…

3 Comments

  1. Este mundo está perdido… e já agora porque não um profissional com “formação em psicologia, trabalho social, serviço social, entre outros” em cada carro patrulha? Diria mais, em cada carro de bombeiros veículo do inem, etc. Resumindo tudo o que implicasse relações inter-pessoais passaria a ser obrigado por lei a circular com um acompanhamento na área social.Só se me coloca é uma questão quem paga tanto social? Vão mas é trabalhar! (Ps: essas “24h por dia” fazem-me lembrar o serviço de “reboque 24h” mas que fecha as 19h da tarde!)

  2. Oh Eu…psicoloogia não tem nada que ver com apoio acompanhamento social…o MAV é que mete tudo no mesmo saco!;)

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