alguns porquês do meu voto

Se habitasse e votasse num outro distrito, num distrito em que outros partidos tivessem efectiva possibilidade de eleição de deputados no próximo domingo, talvez este post fosse diferente. Isto, porque a votação não será para o futuro Primeiro-Ministro de Portugal, mas sim para os representantes do distrito na Assembleia da República (embora, indirectamente, isto influencie quem será o futuro Primeiro-Ministro – voltarei a este assunto brevemente, defendendo a existência duma alteração nos formatos eleitorais).

Em Vila Real, apenas dois partidos elegerão deputados: o Partido Socialista e o Partido Social Democrata. Como é costumo, dois deputados estarão garantidos para cada um dos partidos, sendo que a votação irá decidir para quem será o terceiro (normalmente para o PSD, embora tal não ocorresse nas últimas legislativas).

A questão a colocar é apenas uma: para que partido (PS ou PSD) quer que elega o terceiro deputado por Vila Real, contribuindo assim para o possível Primeiro-Ministro? E aqui torna-se bastante simples. Nas eleições legislativas deve-se, defendo, avaliar o partido do governo e as propostas (as reais, e não as inventadas "criticamente" pelos outros partidos.

Assim, nunca votaria num partido por detrás dum governo que encerra urgências hospitalares e maternidades, obrigando os seus habitantes a viajarem quilómetros (e durante bastante tempo) para receberem assistência médica. nunca votaria num partido onde tal acontece num local e um mês depois é apresentado um projecto (já aprovado pelo ministério) para um hospital privado com urgências e maternidade. Em que, nas situações, de urgências ficam as pessoas, muitas delas idosas, sozinhos sem possibilidades de regressar a casa, tendo que esperar horas, até de manhã, para "apanharem" um autocarro.

Nunca votaria num partido que, a vencer, indicaria um Primeiro-Ministro que já provou ser mentiroso compulsivo, sem problemas em enganar e mentir a tudo e a todos., sobre tudo e todos, de tal forma que até parece acreditar no que diz.

Nunca votaria num partido para quem as reformas na educação deve ser feita sem os professores, as da justiça sem os juízes…

Nunca reelegeria um governo, sem problemas em utilizar números sem rigor, com mentira, para provar o que não tem forma de ser provado, enganando.

Nunca votaria, enfim, na continuidade da arrogância e no desprezo a que este governo, liderado por José Sócrates já habituou os portugueses.

Por isso, no próximo domingo, em Vila Real, o meu voto irá para o Partido Social Democrata, de forma a eleger um terceiro deputado pelo distrito, de forma a poder contribuir que José Sócrates receba o troco da arrogância e da mentira com que tratou os portugueses durante os últimos quatro anos e meio.

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