a propósito (ou não) da cerimónia dos óscares

Dizia Nicolau Breyner na semana passada, e com razão no meu entender, que não existe um filme de uma vida. Existem dizia ele, filmes (no plural) da nossa vida. Filmes que, por diversos motivos, foram num dado momento importantes, especiais… marcantes.

No meu caso é uma das recordações mais antigas que tenho. Estariamos em 1982, talvez 1983, e foi a minha primeira ida ao cinema. Neste caso com a minha mãe, como não poderia deixar de ser, tal era a minha (curta) idade.

O local ainda existe, embora já tenha passado por diferentes fases. Durante algum tempo continuo como cinema. Uns anos mais tardes, ainda como cinema só abria para a sessão da meia-noite (dizem…) e depois teatro. Sede da companhia FILANDORA. Com o surgimento dos centros comerciais em Vila Real, e depois com o Teatro Municipal de Vila Real (uma estrutura fantástica, já agora), não sei se o mesmo ainda funciona. Era, na altura, o cinema do bombeiros, visto ser no quartel dos mesmos (no caso, da cruz verde, salvo erro) que estava instalado.

O filme… é daqueles que não se esquece. Fosse visto com 3 ou 4 anos de idade, como foi o caso, ou fosse visto por pessoas com 30 ou mesmo 90. É que o “E.T.”, fantástica e imoral obra de Spielberg, é daqueles filmes que marcam, que ficam na memória, especialmente dum puto de 3 ou 4 anos de idade na sua primeira ida ao cinema.

É, sem dúvida, um dos filmes da minha vida.

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