um modesto conselho à maioria PSD/CDS

2013 é ano de eleições autárquicas. Como sempre elas apresentam-se muitas vezes como, mais do que a eleições dos representantes locais, como barómetros daquilo que se passa a nível nacional. Comummente fala-se nestas eleições de cartões amarelos (ou vermelhos – recorde-se o que aconteceu com António Guterres) ao governo.

Passos Coelho e Portas, enquanto líderes dos partidos que sustentam a maioria que actualmente governa o país, terão que ter muito cuidado com as mesmas. O momento bastante atribulado que Portugal enfrenta actualmente, e consequentemente os resultados que poderão advir destas eleições, associado ao facto de muitos presidentes de câmara não se poderem voltar a candidatar (pelo menos na mesma autarquia), provocará facilmente danos, talvez irreversíveis, na estabilidade governamental possivelmente ainda existente.

Ao contrário do que alguns membros do governo têm feitos (Relvas é o caso mais claro), o caminho a seguir, principalmente por Passos Coelho (mas, obviamente, também pelos restantes membros do governo – especialmente os ligados ao PSD) apresenta-se como complexo mas, ao mesmo tempo, relativamente simples.

Em primeiro lugar, apresentar uma renovação governamental (com Relvas como principal “renovado”) antes do Verão, aproveitando a luta interna que ainda está no início do PS e o período de “férias políticas”, para calmamente colocar novos membros (limpos de polémicas) no governo.

Depois, e em segundo lugar, ler um livro de alguém que (quer Passos quer Portas) não gostam particularmente. Mas neste caso, deverão ler e seguir aquela que foi a actuação aquando de uma situação idêntica.

acs

Neste segundo volume, em que Cavaco Silva apresenta os anos das maiorias, fala também do afastamento que criou (o seu governo) face às eleições autárquicas, demonstrando (ou tentando demonstrar) que uma coisa é o Governo, outra são as eleições autárquicas.

Algo que Guterres não conseguiu, por exemplo.

Não me recordando do ano concreto dessas eleições (não tenho, neste momento, comigo, este livro, o caminho apresentado foi o de não demonstrar publicamente a associação entre Governo e Câmaras Municipais.

E esse tem que ser o caminho a seguir, principalmente, por Pedro Passos Coelho. E, por coerência, se não for pedir muito, terá que começar já.

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