a paz

Tive hoje (ou ontem, porque já passa da hora de transição…) a oportunidade de conhecer D. Ximenes Belo. É sempre agradável ver, ouvir e sentir que 20 anos de guerrilhas, ameaças e pressões não fazem uma pessoa perder a calma, sensatez, cordialidade e simpatia. 

Ele, que deixou a política para os políticos (como afirmou aquando de alguma pressão para se candidatar a presidente da república de Timor), não deixa de ser uma pessoa com opinião, não deixa de ser, afinal, um político, pela influência que (ainda) tem.

Era para falar da paz, e ele fê-lo sem esquecer que quando falamos em "paz" falamos em momentos de intervalo…

 

Mas o que mais me impressionou, e "sabendo" os momentos que viveu, fala da sua vida com a simplicidade e a honestidade dos Homens…

vamos a contas…

Para quem gosta de falar da real importância dos clubes no futebol nacional, aproveite para fazer umas simples contas sobre a contribuição de cada um na "cotação da UEFA"

 

O Sporting perdeu = 0 pontos

O Porto ganhou = 2 pontos

O Guimarães perdeu = 0 pontos

O Setúbal empatou = 1 ponto

O Bentica perdou = 0 pontos

O Marítimo perdeu = 0 pontos

O Braga ganhou = 2 pontos

 

TOTAL= 5 pontos

MÉDIA (pontuação para Portugal) = 0,71 ponto

 

O problema é que esta não foi uma jornada fora do habitual…

pérolas da justiça portuguesa

Tomo conhecimento, através do "Devaneios Desintéricos" duma declaração dum juiz de instrução criminal duma comarca do Algarve que, no mínimo, só posso considerar que demonstra a ignorância e o afastamento destes membros face à sociedade à qual pertencem.

Esse juiz é da opinião que uma determinada arguida é alternadeira, justificando esta opinião com o facto da mesma declarar como rendimentos mensais 450 euros e, continua o juiz, ninguém sobreviver com tal quantia.

sobre o casamento entre homossexuais

Diz aqui o Jorge Ferreira, no seu Tomar Partido que:

«Não deixa de ser curioso que quem defende que basta o actual artigo 13º da Constituição para resolver o problema agora propõe uma lei que torne expressa a possibilidade legal do casamento gay».

Se o que diz é verdade, e concordando que, olhando por esse prisma haveria certamente muitos outros assuntos para serem discutidos neste momento, a verdade é que o referido artigo não veio, neste caso, alterar nada.

Infelizmente, parece ser necessário propostas legislativas específicas para alterar pressupostos legais inconstitucionais.