Problema de Intensidade…

Caro Ronin:

Não misturemos os assuntos… o que aqui discutimos não tem a ver com o encerramento das urgências hospitalares. Estou certo que existiriam outros locais onde diminuir os orçamentos, que permitissem manter essas urgências.

Mas diz-me:

Como avaliariamos se estamos a falar de uso ou de abuso? Pelos segundos que uma pessoa utilizaria o aparelho? Durante quanto tempo? Dependendo do tipo de headphones utilizados? Pela intensidade do mesmo?

As Minhas Notícias do Dia (06.06.07)

Comissões em perigo de partidarização (Jornal de Notícias)

«A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, alertou para o perigo da partidarização das comissões de protecção de crianças e jovens comprometer o “trabalho positivo” que está a ser feito.»

Solidariedade: Associação Raríssimas lança caompanha para construir espaço para crianças com doenças raras (Lusa, by Sapo)

«A Associação Nacional de Pessoas com Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) lança hoje uma campanha que visa angariar fundos para a construção de uma casa de acolhimento e atendimento a crianças com patologias raras.»

Governo aprova plano nacional contra o tráfico de seres humanos (Expresso, by Lusa)

«O Conselho de Ministros aprovou hoje o primeiro plano nacional contra o tráfico de seres humanos, em vigor até 2010, que visa o combate a este fenómeno, “cada vez mais na agenda internacional e europeia”»

A Saúde enquanto Direito Social

Caro Pedro e Ronin: Permitam-me envolver-me no debate que estão a desenvolver…

Parece-me que estão (estamos) a ter um debate ideológico, mais do que um debate sobre o papel da saúde. Estamos a desenvolver, essencialmente, um debate sobre o papel social do Estado, não apenas na saúde, mas que podemos generalizar para todos os direitos sociais consagrados na Constituição da Republica Portuguesa, nos seus artigos 63º e seguintes.

Mas, especificando na saúde, o que debatemos é o ponto até ao qual concordamos com os pressupostos presentes na legislação portuguesa (desde 1979 com a criação do Sistema Nacional de Saúde) que, defendia que o Estado deveria assegurar o direito à saúde (promoção, prevenção e vigilância) a todos os cidadãos. Aliás, este alargamento a todos os cidadãos tem origem antes do 25 de Abril de 1974, mais concretamente, em 1971, com a reforma de Gonçalves Ferreira.

Pessoalmente, talvez por defeito de formação, acredito no Estado Social. Num estado que defenda, promova e intervenha, no sentido de assegurar os direitos sociais de todos os cidadãos.

Não tenho, contudo, uma visão marxista da saúde. Acredito, isso sim, numa perspectiva de acção/intervenção integrada público-privada na mesma, onde o Estado assegure (o que faz cada vez menos) o direito à saúde, abrindo contudo, a porta à iniciativa privada (de qualidade…). Visão essa que, aliás, já está prevista na Lei de Bases da Saúde publicada em 1990, embora, a aplicação dos normativos legais deixe a desejar (mas isso seria tema para outro debate…).

Temo, que a tentativa de especificar determinadas situações, leve ao fim deste Estado Social, porque seria impossível não o alargar a todas as outras situações: discotecas, tabaco, álcool. Se assim fosse, porque haveríamos de pagar os cuidados de saúde a alguém que quebra uma perna… não corresse; porque haveríamos de pagar os cuidados de saúde a alguém que vai ter um filho… não o fizesse; etc., etc., etc….

Aliás… quem me garante que determinados problemas respiratórios não se deveriam ao dióxido de carbono que existe nas “ruas”, ficasse em casa…

Não significa isto que não deva, o mesmo Estado Social, promover comportamentos saúdaveis através, claro, de acções de promoção, devidamente estruturadas e articuladas, o que infelizmente não acontece. É que na área da promoção da saúde pouco se faz e o pouco que se faz, na maior parte dos casos, faz-se mal.

Preocupa-me, por exemplo (e desculpa Pedro), que a maior parte destas situações fique a cargo de médicos que, salvo raras excepções (que espero sejam ultrapassadas com as formações actual) nada percebem de saúde, mas sim de doença…

MAV

Cruzadas dos Tempos Modernos

Eu não digo que o homem não tenha razão. Pelo contrário, até acho que tem muita razão (pelo menos no que a este post respeita, mas quer-me parecer que o Daniel Oliveira começou uma cruzada [aqui, aqui e aqui] contra o CDS do PP no seu Arrastão

Post Scriptum: Já agora, e como acho que até tem razão, vejam aqui o discurso de encerramento do congresso do BE, que foi bastante interessante, pelo menos no que respeita aos meios utilizados…

Post Post Scriptum: Quando é que as cores do site do BE mudam para verde?

MAV