As “Minhas” Notícias do Dia (11.04.07)

Hospitais e centros de saúde sem climatização (Portugal Diário)

«Vários hospitais e centros de saúde funcionam sem sistemas de climatização, o que dificulta o combate dos efeitos das ondas de calor, como as que, em 2006, provocaram 1.259 mortos em Portugal, denunciou hoje o subdirector geral da Saúde.»

Mais doenças de notificação obrigatória (Jornal de Notícias)

«Os médicos vão ser obrigados a notificar mais doenças do que as que são actualmente de registo obrigatório e que se têm demonstrado insuficientes para traçar um mapa real das patologias em Portugal, anunciou, ontem, o director-geral da Saúde.»

Mundo ao Contrário

 

Supremo Tribunal de Justiça

 

«O jornal PÚBLICO foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a pagar uma indemnização de 75 mil euros ao Sporting Clube de Portugal por ter noticiado, em 2001, que o clube tinha uma dívida ao Estado de 460 mil contos desde 1996. Apesar de o Supremo ter admitido que a notícia é verdadeira, condenou o jornal com o argumento de que o clube foi lesado no seu bom-nome e reputação.»

Como??? Está aberto o precedente…

As “Minhas” Notícias do Dia (10.04.07)

Governo lança apoio a idosos (Correio da Manhã Online)

«O ministro do Trabalho e da Solidariedade lançou em Bragança um Programa de Conforto Habitacional que vai permitir a pelo menos 160 idosos da região melhorar as condições das suas casas e prevenir o internamento precoce em lares.»

Cáritas recebe cada vez mais pedidos de ajuda de alunos (Jornal de Notícias)

«A pobreza pode minar os sonhos. Sobretudo as ambições profissionais. Mas há quem não se detenha por isso. Todos os anos, um sem número de estudantes ingressa no ensino superior, sem meios para suportar as despesas mensais. As bolsas não chegam para arredar as carências do caminho. A Cáritas de Braga tem-se juntado a esta cruzada, ajudando os alunos como pode, em géneros alimentares e até alojamento. Desde portugueses a estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), os pedidos de apoio são muitos e não param de aumentar.»

E agora José?

Ouvi agora no noticiário da TSF (15horas) que, em 1993, a nota biográfica do, então, deputado à Assembleia da República (AR), José Sócrates referia que o mesmo era “licenciado em Engenharia Civil” e que a sua profissão era “Engenheiro”.Como agora sabemos (ou pelo menos é o que dizem…), José Sócrates apenas terminou a sua licenciatura na Universidade Independente em 1996.

Rapidamente, o gabinete do agora primeiro-ministro, veio referir que tal só poderia ser um lapso, ou dos serviços da AR ou do grupo parlamentardo Partido Socialista…

Também rapidamente, os serviços da AR vieram referir que se limitavam a transpôr aquilo que era preenchido numa ficha existente para esse efeito. Ainda falata saber o que dizem os serviços do grupo parlamentar do PS (embora não seja de estranhar a resposta…)

Sabemos que os “lapsos acontecem”, que “errar é humano”, mas…

Não serão já erros e lapsos a mais para o mesmo assunto?

E AGORA JOSÉ?

As “Minhas” Notícias do Dia (09.04.07)


Especialistas acusam ministra de deixar 70 mil alunos fora do ensino especial (Diário de Notícias)

«O Ministério da Educação está a deixar de lado mais de 70 mil alunos com necessidades educativas especiais (NEE). O alerta é do professor catedrático e investigador em Educação Especial, Luís de Miranda Correia, que, numa carta aberta a Maria de Lurdes Rodrigues, considera que as políticas ministeriais estão a deixar este sector “à beira de um ataque de nervos”. O atendimento aos alunos com NEE está, defende, num “estado calamitoso”.»

Álcool moderado aumenta sensibilidade à insulina (Jornal de Notícias)

«O consumo moderado de álcool pode reduzir em 30% o risco de desenvolver diabetes de tipo II, a tipo mais comum desta doença e que deverá afectar à volta de 400 mil portugueses. A constatação é de um estudo do instituto holandês TNO – Netherlands Organisation for Applied Scientific Research, que deve, contudo, ser olhado com cautela por cá, é divulgado pela Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja…»

Portugal entre os cinco países com mais mortes nas prisões (Diário de Notícias)

«Portugal é um dos países da Europa onde ocorrem mais mortes nas prisões. Um estudo do Conselho da Europa coloca o País na quinta posição entre 44 países, com 59 mortes por cada 10 mil prisioneiros. Os dados são de 2004, ano em que ocorreram 80 mortes nas cadeias. E as estatísticas mais recentes da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais não permitem antever melhorias, já que, em 2005, a contagem chegou às 93 mortes.»

“Centro de Noite para alcoólicos pode ser solução”

No passado dia 16 de Março, e à margem do congresso (“Toxicodependência: Olhares dos Diferentes Técnicos“) em que participei*, e entrevistado para o Jornal Regional “O Informativo“, abordei uma questão que há alguns anos defendo:A CRIAÇÃO DE CENTROS DE NOITE PARA ALCOÓLICOS

Relativamente à peça informativa que daí originou, gostaria de fazer umas breves considerações. Contudo, e antes de me debruçar sobre esse assunto, uma pequena nota introdutória:

Não sou, ao contrário do que se refere nessa notícia, técnico superior de serviço social. Por dois motivos:

1º Não sou funcionário público e por isso não estou enquadrado em nenhuma carreira de técnico superior;
2º Mesmo que tal acontecesse, não ser técnico superior de serviço social, visto não ser licenciado em nenhuma das licenciaturas que permitem esse acesso (serviço social e política social), mas sim licenciado em trabalho social.

Após esta breve introdução, vamos ao que realmente interessa:

Defendi, como refere a notícia e como há muito acredito, a criação de uma nova resposta social para alcoólicos.

As justificações para a defesa e proposta desta resposta social resultam da necessidade de criação de respostas que vão ao encontro das reais necessidades das pessoas, sendo que esta é uma resposta, que considero, de especial importância nas regiões do interior (por esse motivo a proposta da mesma em Bragança), visto que os papéis de género ainda estão bastante presentes e que o alcoolismo é ainda, infelizmente, uma realidade cultural…

A verdade é que, o homem, especialmente nestas regiões é, em muitos casos, a única fonte de rendimento da família, sendo, desta forma, complicado que um indivíduo entre num programa de tratamento que tem a duração mínima de dois ou três meses (como é necessário para uma tratamento à dependência psicológica), deixando de garantir, desta forma, o sustento das famílias.

Um centro de noite permitiria, não apenas que a pessoa ficasse inserida na social e profissionalmente, mas também continuar a contribuir financeiramente para o agregado. Ao mesmo tempo possibilita uma intervenção mais integrada, mais estruturada, e não apenas uma intervenção ambulatória, com entrevistas de uma hora, de duas em duas ou de três em três semanas, que apenas tem como objectivo a recuperação da dependência fisica (necessária, mas não suficiente).

Obviamente, que esta resposta, não seria um fim em si mesma, mas um meio… mais uma contribuição para ser aplicada nos casos em que tal seja necessário para satisfazer as necessidades da pessoa alcoólica.

Obviamente, também, seria uma das respostas e não a resposta, devendo ser integrada com outras destinadas não só ao indíviduo, mas também à sua família. Concordo, como refere o Dr. Fernando Andrade (Director do Centro de Atendimento a Toxicodependentes de Bragança), que os Alcoólicos Anónimos e a criação de grupos de auto-ajuda seriam importantes, mas não acredito que seja o suficiente…

* A apresentação efectuda pode ser consultada nesta página.
**Em relação a este aspecto, muito se poderia discutir, mas não é esse o objectivo deste post.

Gostava de ter Dito… (iii)

“A tática obviamente duvidosa”
por Henrique Burnay
no 31 da Armada

«Não é necessário muito cinismo para achar que o Primeiro-ministro está à espera que o seu governo defina quem manda na Universidade Independente para só depois responder às dúvidas sobre o seu diploma, na convicção de que se ainda houver mais alguma coisa a esclarecer, a Administração “autorizada” pelo governo confirmará a versão do chefe de Governo. Isto ainda acaba mal.»