A Ditadura do Pensamento Único…

Quando, no final de Março, o PNR resolveu afixar o tão badalado cartaz, e em resposta às critícas que se fizeram sentir, da direita à esquerda, na sociedade portuguesa, o presidente dos nacionalistas, José Pinto-Coelho, rapidamente vieram referir que tiveram “[…] uma grande coragem para enfrentar a ditadura do pensamento único.” que dizem existir em Portugal.Obviamente, e tendo em conta este discurso, e para serem coerentes, deveriam defender a liberdade de expressão dos Gatos Fedorentos, aquando da afixação do, também badalado, cartaz.

Assim seria, se fossem coerentes…

Contudo, lê-se no DN de hoje [ver artigo aqui] que os mesmos “estão a ser alvo de ameaças por elementos da extrema-direita por causa do outdoor que colocaram na praça Marquês de Pombal, em Lisboa, onde se insurgem contra a mensagem xenófoba do cartaz do Partido Nacional Renovador (PNR), que está instalado bem ao lado.

Pelos vistos, parece que a ditadura de pensamento único não serve quando esse pensamento não é igual ao nosso. Quando os ideiais são diferentes, essa mesma ditadura já serve, e já se crítica…

E, se a crítica fosse saudavel, óptimo… É isso que é a democracia, mas, parece, que para alguns não serve. Só assim se explica as ameaças cobardes e cobertas pela capa do anonimato, que estes senhores estão a fazer.

Falta saber agora como reage (se reage) o presidente do PNR… certamente defenderá a liberdade dos Gatos Fedorentos, condenando e criticando abertamente todos os que têm feito ameaças…

Só assim será coerente…

A ver vamos…

As “Minhas” Notícias do Dia (06.04.07)


Medicamentos a metade do preço para idosos pobres já em Julho (Diário de Notícias)

«Os idosos de baixos recursos, que já sejam titulares do complemento solidário, vão pagar os medicamentos a metade do preço a partir de 1 de Julho. A redução na factura dos mais velhos aplica-se também à compra de óculos, lentes e próteses dentárias.»

Alcoólicos anónimos definem estratégias (Jornal de Notícias)

«André, de 31 anos, já não consome bebidas alcoólicas há onze meses. E cada dia que passa sem beber é “uma vitória” na sua luta contra a “doença crónica” que o afastou da família, dos amigos e o impossibilitou de trabalhar e ter uma vida normal. Entrou na primeira reunião dos Alcoólicos Anónimos (AA) há um ano e meio. “Já não consegui viver com o álcool e nem sem ele”, conta, relatando alguns dos episódios que marcaram uma vida de dependência. Tinha apenas 15 anos quando começou a beber. Primeiro, por diversão, com os amigos, depois porque não conseguia parar de o fazer.»

As “Minhas” Notícias do Dia (05.04.07) – Actualização

Vítimas de violência doméstica isentas de taxas moderadoras de acesso à saúde (Público Online)

«As vítimas de violência doméstica vão ficar isentas do pagamento de taxas moderadoras no acesso à prestação de cuidados de saúde, segundo um decreto-lei aprovado hoje em Conselho de Ministros.»

Eritreia proíbe a excisão feminina (Público Online)

«A Eritreia proibiu a excisão feminina, uma prática ancestral que atinge 89 por cento das mulheres deste país africano. A decisão foi anunciada hoje através de um comunicado publicado no site do Ministério da Informação da Eritreia.»

Não há veículos de substituição para deficientes em Portugal (Jornal de Notícias)

«Nenhuma operadora de rent-a-car em Portugal tem automóveis adaptados para deficientes para substituição em caso de acidente. O facto foi constatado por Jorge Sousa, deficiente motor e funcionário da Câmara de Vila Verde, depois de ter sido vítima de um acidente do qual não foi o responsável. “O seguro disse-me que não me podia dar um carro de substituição porque não havia carros nos rent-a-car adaptados para deficientes”.»

Farmácias vão dar vacinas contra vontade de médicos e enfermeiros (Diário de Notícias)

«É mais um pequeno passo na concretização do extenso acordo assinado entre o Governo e a Associação Nacional de Farmácias (ANF). O ministro da Saúde anunciou ontem que as farmácias vão alargar a sua área de actuação e poderão administrar vacinas, desde que estas não integrem o Plano Nacional de Vacinação. A Ordem dos Médicos e a dos Enfermeiros já reagiram. Estão contra. A primeira porque considera que tem de haver um médico a controlar. A segunda porque diz que é trabalho de enfermeiro e não de farmacêutico.»

Humor Inteligente e Político

Os Gatos Fedorentos resolveram realizar uma paródia ao cartaz anti-imigração do PNR (que alguns defender ser a sigla para Partido Nazionalista Racista). É uma forma de humor inteligente e de intervenção política que há muito não se fazia por Portugal.

Certamente que veremos discutido (em alguns blogs de pessoas de ideologias semelhantes à do PNR) o facto de pôr em causa a identidade nacional e de estarem (os GF) a defender que os portugueses serão inferiores.

Considero que qualquer crítica que surga (deste tipo) é algo não racional… considero este cartaz (como já referi) inteligente e cujo alerta para uma tentativa de surgimento de um partido nacionalista (extremista) no panorama político nacional é feita de forma humorística…

E não, não estou a dizer que ser nacionalista é ser extremista, apenas refiro que este partido nacionalista é, todos o sabemos, extremista, defendendo ideais próximos do nazismo…

Falta saber como reagirá o PNR… estará aberta a guerra dos cartazes?

PS: adorei o promenor da barbicha

“Drama de um ex-privilegiado”

Não resisto em transcrever aqui este artigo de opinião (JN) da autoria de Sérgio de Andrade…

As pessoas que não necessitam de frequentar os centros de saúde (e cada vez são mais, desde que, neste país de grandes imoralidades, o Governo PS decidiu acabar com a pequena “imoralidade” que seriam os subsistemas de saúde…) talvez pensem que os utentes só têm dois problemas esperar para ser atendidos e esperar para serem operados. Uma operação é coisa complicada, convenhamos; e esperar também não é o fim do mundo. Não está mal de todo, pensar-se-á.

Infelizmente, essas duas pontas de um gigantesco icebergue são apenas aquelas a que a comunicação social dá mais visibilidade e, portanto, é natural crer-se que todo o resto vai bem. Mas não vai! Como acaba de descobrir um infeliz que passou do subsistema de saúde ao regime geral. Precisava de consultar um especialista e, já de pé atrás, decidiu pagar do seu bolso a consulta e mais um auxiliar de diagnóstico. E só quando o médico lhe aconselhou também umas análises é que o infeliz em questão pensou “Já cumpri a minha parte de bom cidadão, não sobrecarregando o orçamento do Ministério da Saúde, espero que agora o Estado também colabore. Vou ao centro de saúde da minha área pedir um P1” (o infeliz ex-privilegiado tinha ficado a saber que o P1 é um papel que se leva ao laboratório, onde só paga uma taxa moderadora).

Pés a caminho, o infeliz chegou ao centro, disse ao que ia e obteve esta resposta “Análises? Têm que ser passadas pelo seu médico de família. Ai, ainda não tem médico de família (mas afinal que raio será isso de “médico de família”?). Estamos em Março, não é verdade? Penso que lhe posso arranjar consulta para Maio. Depois, a requisição vai para o hospital da área e este informá-lo-á do local onde pode fazer as análises”.

Como é de calcular, o infeliz ex-privilegiado ficou mais pobre, pois pagou, depois da consulta e do eco-qualquer-coisa, também as análises. Mas ficou mais rico em experiência. Passou a sentir na pele o que sentem milhões (serão milhões, não?) de concidadãos quando se servem da assistência (?) pública na saúde. Como aquele que, gastando 100 euros numas lentes baratinhas, acabou por receber uma comparticipação de 61 cêntimos.

Abençoado país!

As “Minhas” Notícias do Dia (03.04.07)

Violência: Portugueses pedem reforço da autoridade docentes (Diário Digital)

«Mais de 90% dos portugueses defendem que o Governo deve reforçar a autoridade dos professores e dos conselhos directivos como forma de fazer face à violência sobre os docentes.»

Apreensões de haxixe caíram mais de 70% em apenas um ano (Diário de Notícias)

«De 28 mil quilos de haxixe apreendidos em 2005, passou-se para pouco mais de oito mil o ano passado. E no entanto, esta continua a ser a droga mais consumida em Portugal. Esta redução de cerca de 70% é histórica, registando-se o mesmo fenómeno na heroína e no ecstasy, cujas apreensões baixaram 20% e 37% respectivamente. Em contrapartida, a quantidade de cocaína apreendida registou um exponencial aumento acima dos 90%. Outro dado novo é o facto de a Europa se estar a tornar produtora e exportadora de droga.»