isto não pode ser considerado chantagem psicológica sobre os árbitros?

«Luisão simboliza na perfeição todas as qualidades de um capitão de equipa, sendo um líder tanto dentro como fora do campo. É um exemplo para todos os jogadores do Benfica. Todas o conhecem e sabem que se trata de uma pessoa íntegra e de um profissional de elevados valores»

via Benfica: Javi assume defesa de Luisão em nome do plantel – Diário Digital.

o comunismo português do século xxi

O PCP (que diz defender “trabalhadores, o povo e o País“) acha “reprovável” que uma cadeia de supermercados tenha feito descontos de 50% em todos os produtos. Apesar de ter sido multada pela AdC, o PCP acha que a multa deve ser muitíssimo superior. Caso contrário “estimulará a que este e outros grupos do sector da grande distribuição se sintam encorajadas” a continuar a reduzir os seus peços de venda ao público. O que dadas as alegadas precupações sociais do PCP é perfeitamente compreensível.

via Incongruências comunistas « O Insurgente.

para ler e reflectir: sobre as vagas (e os candidatos) no ensino superior

Oferta e procura estão manifestamente desajustadas! Não se trata aqui propriamente do habitual discurso dos mercados. Trata-se, tão simplesmente, de realidades que não encaixam.

Licenciaturas a mais, candidatos a menos – Cachimbo de Magritte

Esta é uma temática que deveria ser, verdadeiramente discutida em Portugal. Analisada seriamente. Mas, essa análise, não deveria ficar apenas pela questão dos números. A questão associada à empregabilidade assim como o número de vagas excessivamente elevadas em alguns casos, também deveriam ser alvo de reflexão.

105 anos

Seria esta a idade que faria hoje um dos mais ilustres trasmontanos. Foi a 12 de Agosto de 1907, em São Martinho de Anta (Sabrosa, Vila Real) que nasceu Adolfo Correia da Rocha. Em Coimbra passou muito da sua vida na sua profissão de médico.

Mas enquanto poeta, e conhecido como Miguel Torga, nunca esqueceu aquele que para ele é o Reino Maravilhoso. Disse ele sobre Trás-os-Montes:

“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.
Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:
– Para cá do Marão, mandam os que cá estão!…”
Mas na sua poesia, há um que considero simplesmente fantástico…
“Aqui diante de mim,
eu, pecador, me confesso
de ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
que vão ao leme da nau
nesta deriva em que vou.Me confesso
possesso
das virtudes teologais,
que são três,e dos pecados mortais,
que são sete,
quando a terra não repete
que são mais.

Me confesso
o dono das minhas horas
O dos facadas cegas e raivosas,
e o das ternuras lúcidas e mansas.

E de ser de qualquer modo
andanças
do mesmo todo.

Me confesso de ser charco
e luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco
que atira setas acima
e abaixo da minha altura.

Me confesso de ser tudo
que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.

Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
do tal céu que Deus governa;
de ser um monstro saído
do buraco mais fundo da caverna.

Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
para dizer que sou eu
aqui, diante de mim! ”

assim se fazem as diferenças…

Enquanto uns ganham mais um título… outros vêm o jogo terminado mais cedo porque o seu capitão resolve por o árbitro KO…

Duas notas apenas sobre o dia desportivo de à pouco terminou:

  1. Não vi a final da Supertaça. Pelo que pude ler e ver até agora, foi uma vitória merecida do FCPorto e a Académica uma justa vencida, onde uma nova aquisição já está a dar títulos.
  2. A atitude de Luisão não é digna de um capitão de uma equipa com a história do SLBenfica, especialmente pelas consequências que a mesma pode trazer à equipa, independentemente da estupidez que seria a expulsão de um outro jogador do SLBenfica (não entendi qual – até por se tratar de um jogo particular de pré-época) ou do facto da reacção do árbitro me ter parecido algo exagerada.

espantos… ou nem por isso…

Vi agora uma notícia (penso que do Público, via RTP Informação – não encontro a notícia online) algo que não espanta nem é novidade: A notícia retratava o facto de, devido às portagens na A22, muito condutores estarem a optar pela EN125 (a “estrada da morte”) referia a notícia.

Mas o meu espanto, veio do facto de, uns minutos antes, ter ouvido na TSF (também não encontro essa notícia online) que a essa mesma EN125 estava (à meia-noite) a ter vários problemas de circulação, isto porque o trânsito estava (numa determinada zona) a fazer-se de forma alternada, devido à necessidade resultante da repavimentação da via…

Se a repavimentação é até uma boa notícia, não posso deixar de estranhar o facto de a mesma acabar por estar a ser feita em pleno Agosto, naquela que é (devido ao acima referido) a principal ligação de acesso ao Algarve, zona por excelência de férias…

E não deixava de ser interessante e causar algum espanto, ou talvez não, que a Brigada de Trânsito da GNR estava a recomendar a todos os condutores, devido a essas mesmas obras a utilização da… A22.