da solidariedade informal, das relações de vizinhança… e das tentativas para as melhorar

Hoje, como referenciado no post anterior, foi notícia a descoberta de uma idosa, morta em casa, desde há nove anos. Hoje também, no noticiário das 18horas da TSF, o Pe Vítor Melícias abordava a necessidade de se criar projectos (e legislação – o que tendo a discordar) sobre as relações de vizinhança e para a promoção da mesma.

Estando este assunto e temática na ordem do dia, não posso deixar de divulgar um projecto do qual faço parte (Movimento Comunidades de Vizinhança) que está a ser desenvolvido na zona oriental do Porto, desde 2009. A página é esta: http://www.mcvizinhanca.org/

é um bom começo…

Na semana passada, lancei aqui algumas ideias sobre aquilo que eu acho que poderia ser uma estrutura eleitoral que colocaria os eleitos mais perto dos restantes cidadãos. Hoje, leio uma proposta do PSD para o avançar de uma remodelação a este nível. Remodelação essa, diga-se, necessária.

Não tendo a profundidade que considero necessária, por apenas prever alterações para a eleição dos representantes na Assembleia da República e por não tocar nos moldes eleitorais do Primeiro-Ministro/Governo e, inclusivé, do Presidente da República, penso que é um bom ponto de partida.

Assim haja coragem política…

uma pequena nota de rodapé…

Enquanto não se ponderar seriamente, no que respeita à actual estrutura da Assembleia da República Portuguesa, uma reestruturação do sistema eleitoral que passaria, entre outros aspectos por: eleições uninominais para os representantes distritais, possibilitando o surgimento de candidaturas independentes; aumento do vencimento dos deputados; eleição directa do elenco governativo, ou pelo menos, do primeiro-ministro; Presidente da República, se realmente o entenderem como necessário, nomeado pela câmara de deputados, como referido em menor número), não contem comigo para discutir contos de fadas

pensar o futebol português

Numa altura em que continua a confusão instalada devido às sucessivas não aprovações nos novos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol, dei com um artigo da Eurosport que deveria colocar os altos dirigentes do futebol luso a pensar naquilo que será o futuro. Não é, certamente nada de novo, mas também não há nada como números e estatísticas concretas para elucidar sobre o que se passa neste país, que já foi um “jardim à beira-mar plantado…

Falo de um pequeno artigo de Olivier Bonamici, que se socorreu dos números do futebol europeu e que apresenta como base um estudo do Observatório dos Jogadores Profissionais de Futebol. Neste artigo, e salvaguardando a necessidade de uma análise mais profunda do referido estudo, e tendo em mente a situação de crise financeira actual e mundial, cito um pequeno extracto sobre o futebol português, que pouco mais deixa a dizer.

«A história é bem diferente quando olhamos para Portugal, que se assume como o país europeu onde é mais difícil para os jovens dos escalões de base chegarem ao topo, apenas 6,4 por cento). A este facto não é alheio um outro dado estatístico importante e que passa pela presença de estrangeiros.

Ora, dizem os números que a Liga portuguesa é a terceira da Europa com mais estrangeiros (56,4 por cento), apenas superada pelo Chipre (72,3 por cento) e pela Inglaterra (58,4 por cento)»