a acompanhar… e participar se possível…

Em Novembro de 2003 tive a oportunidade de participar num congresso sobre a Perturbação da Identidade de Género, onde abordei “O Papel do Trabalhador Social em Equipas Multidisciplinares no Tratamento da Perturbação da Identidade de Género”. Trocado por miúdos, Perturbação de Identidade de Género é o nome dado pela American Psychiatric Association para algo que é normalmente conhecido por transexualidade, no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais.

Lembro-me de, na altura e no final da minha apresentação, ter colocado a questão sobre a presença/existência desta (dita) psicopatologia nos manuais de diagnóstico, e lembro-me de todos os presentes (psicólogos, médicos, psiquiatras, trabalhadores sociais, assistentes sociais, entre outros) terem concordado com a falta de lógica dessa existência, defendendo a retirada desse diagnóstico (à semelhança do que aconteceu com a – na altura entendida como – doença “homossexualidade”).

Relembro isto porque vai decorrer amanhã, em Lisboa, uma manifestação, enquadrada na campanha internacional “Stop Trans Patologização – 2012” que visa evitar que o referido manual (DSM) e o seu “homólogo” da Organização Mundial de Saúde (CID), a sair em 2013 e 2014, respectivamente, identifiquem e apresentam a transexualidade como uma doença.

Esta é uma campanha a acompanhar e um evento a, se possível, participar.

Hoje, 70 anos antes…

Em 1940, no dia 9 de Outubro, em Liverpool, nascia um menino chamado John Wiston Ono Lennon, que aquando adulto formou e fez parte de grupos como os “The Quarrymen”, “Plastic Ono Band” e, um pouco mais conhecido, “The Beatles”. Foi considerado em 2008 o quinto melhor cantor de sempre. Viria a morrer com 40 anos, em Dezembro de 1980, mas a sua marca ficou para sempre (mas não apenas) na arte musical, com as fantásticas letras e canções como “Imagine”, “Woman”, “Yesterday”, e/ou esta “Grow Old With me”.