by medina carreira

Medina Carreira esteve hoje no "5 para a Meia-Noite" da RTP2, e fez alguns comentários que não posso deixar de transmitir aqui:

 

  • "[nas eleições] a escolha é livre, mas o objecto escolhido é todo ele medíocre"
  • "Cavaco manda Socrates governar? [título do CM] É um conselho que não vai ter eco"
  • "Magalhães é um disparate"
  • "Novo aeroporto, nova travessia sobre o Tejo e TGV é dinheiro antecipadamente mal gasto"
  • "Apostar nas obras públicas é um crime que se está a criar"

Mas gosto, especialmente, deste:

  • "Sócrates diz que anda a ler Keynes. Coitado. Vai precisar de muito tempo para o compreender"

dia dos direitos humanos

Só é pena que tenham que ter um dia por ano para ser lembrados e surgirem discursos de incentivo à sua promoção.

 

 

Artigo 22°

Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

[ver todos]

 

 

15 anos depois…

15 anos após a morte de Tom Jobim, a sua genialidade perdura nas músicas e nas letras que nos deixou…

 

É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira

É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto

É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando

É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

pau, pedra, fim, caminho

resto, toco, pouco, sozinho

caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

São as águas de março fechando o verão

 

É a promessa de vida no teu coração.