liberdade de imprensa
Um concurso para designers com imagens (trabalhos) simplesmente brilhantes, sobre a liberdade de expressão.
Para mim, até pela simplicidade, este é o meu favorito.
![]()
na liga ilegal
by medina carreira
Medina Carreira esteve hoje no "5 para a Meia-Noite" da RTP2, e fez alguns comentários que não posso deixar de transmitir aqui:
- "[nas eleições] a escolha é livre, mas o objecto escolhido é todo ele medíocre"
- "Cavaco manda Socrates governar? [título do CM] É um conselho que não vai ter eco"
- "Magalhães é um disparate"
- "Novo aeroporto, nova travessia sobre o Tejo e TGV é dinheiro antecipadamente mal gasto"
- "Apostar nas obras públicas é um crime que se está a criar"
Mas gosto, especialmente, deste:
- "Sócrates diz que anda a ler Keynes. Coitado. Vai precisar de muito tempo para o compreender"
dia dos direitos humanos
Só é pena que tenham que ter um dia por ano para ser lembrados e surgirem discursos de incentivo à sua promoção.
Artigo 22°
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
world cup 2010
No mundial de futebol do próximo ano, a decorrer na África do Sul, vai ser possível acompanharmos os passo da selecção portuguesa na blogosfera… e por dentro… aqui.
15 anos depois…
15 anos após a morte de Tom Jobim, a sua genialidade perdura nas músicas e nas letras que nos deixou…
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.