coisas que me chateiam

O auto-rádio dum dos meus automóveis tem um sistema qualquer que bloqueia o rádio nas emissoras que estejam a transmitir informação de trânsito. Ou seja, ao passar pelas emissoras, se estiver com o RDS activado para informação de trânsito não consigo mudar a sintonia, a não ser que passe para o CD, depois de novo para o rádio e mude rapidamente.

Hoje aconteceu isso com a Rádio Renascença enquanto a mesma transmitia música. 

Não sei se acontece por acaso, por distracção de quem estiver na gestão deste sistema, mas a verdade é que já não é a primeira vez, e mais parece que é uma forma de "fidelizar" ouvintes.

por falar nisso…

Por falar em taxas moderadoras nas cirurgias, lembrei-me de algo que pensei há tempos e que, sinceramente, não sei se por aqui escrevi. Tal situação tem a ver com quem, na realidade deveria pagar as taxas moderadoras.

Penso que, e partindo do pressuposto que as taxas moderadoras são, na sua génese, uma forma de moderar o acesso das pessoas aos cuidados de saúde, quem deveria pagar as mesmas são as pessoas que decidem essa utilização.

Logo, se quem decide ir às urgências são os clientes do Serviço Nacional de Saúde e quem paga a respectiva taxa moderadora é, obviamente, esse mesmo cliente, a pessoa que deveria pagar as taxas moderadoras em situação de cirurgia deveria ser também a pessoa responsável pela decisão dessa utilização, ou seja, o médico responsável pelo diagnóstico e encaminhamento para cirurgia.

falta de respeito pelos portugueses

#cpms

O que mais me preocupa nesta lógica do chumbo agora e prometo que depois das eleições aprovo, primeiro com o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e agora com o fim das taxas moderadoras é o oportunismo político e a incongruência de princípios e de valores que o PS (seja partido socialista ou partido socrático – o do José…) demonstra.

Especialmente sendo situações em que o que, principalmente está em causa são (em ambos os casos) uma defesa dos direitos humanos e uma garantia constitucional, especialmente (neste último caso) quando falamos das fantásticas taxas moderadoras nas cirurgias.