desemprego jovem: metade dos fundos europeus para Grécia, Itália e Espanha

O desemprego jovem, pessoas entre os 16 e os 25 anos de idade, é uma temática cada vez mais abordada no discurso político, quer nacional quer europeu. Neste momento esta situação afecta mais fortemente os países do sul da Europa (Espanha, Grécia, Itália e Portugal), também eles mais afectados pela crise económica actual.

Os dados actuais indicam que nestes quatro países, esta taxa encontra-se actualmente acima dos 33%. Um em cada três pessoas com menos de 25 anos está desempregada em Itália e em Portugal, subindo este valor para um em cada dois, nos outros dois países.

Por estes motivos, estranho ainda mais as declarações do Primeiro-Ministro Sueco, e estranho particularmente o pouco (ou nenhum) realce dado a estas declarações nos media nacionais.

Num momento em que se discute, e ultima, o orçamentos e os fundos europeus para 2014/2020, irá existir uma dotação de 6 milhões de euros para combater esta situação do desemprego jovem na Europa, sendo que, e nas palavras do referido Primeiro-Ministro Sueco, Fredrik Reinfeldt, pelo menos metade destes fundos estarão destinados a três dos anteriores quatro países referidos.

Sobra Portugal…

[Actualização às 12h30]

Segundo os dados divulgados hoje pelo Eurostat, Portugal ocupa neste momento o terceiro lugar no que respeita ao desemprego jovem, com uma taxa de 42,1%, apenas atrás da Grécia (59,2%) e da Espanha (56,5%). Mais uma razão para estranhar, ainda mais, as referidas declarações do Primeiro-Ministro Sueco…

luz ao fundo do túnel… (ii)

Já por aqui referi o que penso da Assistência na Doença aos Servidores do Estado (ADSE)…

Ao existir um Serviço Nacional de Saúde, universal e (tendencialmente) gratuíto (não, não vou discutir isto agora…) , a existência de um sistema complementar para os funcionários públicos é a prova de que o próprio Estado não acredita no sistema de saúde que ele próprio criou.

Para além disso, ser (mesmo que numa pequena parte) comparticipado pelos impostos de todos os cidadãos, é algo simplesmente ignóbil. Falando em justiça social todos os cidadãos deveriam ter direito a beneficiar da ADSE (por adesão voluntária, por exemplo).

Por isso, em Janeiro deste ano, referia por aqui o seguinte, face a algumas afirmações de responsáveis do Partido Socialista…

adse

Agora, é a vez do actual ministro da saúde prestar algumas declarações sobre este mesmo sistema com as quais, e pelos motivos apresentados tenho que concordar. Na prática, e para mim, existem apenas três hipóteses relativas à ADSE.

  1. Todos têm acesso à ADSE;
  2. Ninguém têm acesso à ADSE;
  3. Ou, como agora refere o ministro, e num momento em que tanto se fala na (in)constitucionalidade de algumas situações face a diferentes direitos entre os funcionário públicos e os restantes trabalhadores…

De acordo com o ministro, o sistema ADSE não deve contar, “como até agora, [com] transferência do Orçamento do Estado, dos impostos de outros portugueses”.

Referindo que o correcto é que os funcionários públicos paguem este sistema, o ministro admitiu que a ADSE funciona como “um seguro” e que pretende que seja “autossustentável e que tenha preços uniformes, como no SNS [Sistema Nacional de Saúde]”.

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