versão hardcore

No carro ouvia o noticiário das 19 na TSF. Falava-se do debate na Assembleia da República.

Ouvi falar de Robin dos Bosques, do Xerife de Notthingam, do Litle John, do Pinóquio, entre outros.

Não pude deixar de pensar que o mais correcto seria pensar na Abelha Mais, principalmente na música da Abelha Maia. Aqui, a Abelha Maia seriam os contribuintes e o Calimero o Governo.

Não pude deixar de pensar na música, mas na sua versão hardcore, claro…

a mulher de césar não basta ser séria… (ii)

«Carlos Lobo, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, presta amanhã, quarta-feira, provas de doutoramento. Dois sócios seus, Eduardo Paz Ferreira e Luís Silva Morais, integram o júri. Saldanha Sanches, também nomeado, recusa estar presente, pois o veredicto"pode ser parcial". » [link]

Não pondo em causa, obviamente, as capacidades científicas dos profissionais em causa, não deixa de ser importante, cada vez mais, antecipar este tipo de situações que nada fazem pela credibilização do meio académico português, especialmente em situações onde representantes do governo nacional estão envolvidos.

ausência

O pequerrucho doente, a mais-que-tudo doente, testes para corrigir, trabalhos para corrigir, defesas orais para realizar, resumos de comunicações para enviar para congressos e a organização das Ias Jornadas ISPGaya / AIDSS de Serviço Social.

Pelo meio, o baptizado da filha de um dos melhores amigos…

Está explicada a ausência durante o fim-de-semana, certo?

chapada de luva branca

Falava no início desta semana com uns amigos sobre uma situação ocorrida comigo por volta de 2003, e dizia que uma das coisas que mais gosto me tinha dado nessa situação foi o de ver que algumas pessoas que tentaram pôr-me fora dum determinado local, sentiram-se obrigadas, posteriormente, a agradecer um determinado trabalho feito em conjunto. A tal da chapada de luva branca.

Falo disto a propósito do post anterior, e do gozo que isto deve dar a Cavaco Silva. Deve-lhe ser interessado recordar as insinuações feitas por elementos do PS durante a última campanha para as presidenciais (lembram-se certamente do "golpe constitucional" de Vitalino Canas), para agora ouvir Jaime Gama a dizer que o "Presidente da República vai seguramente manter a linha que tem seguido, organizada em função do seu programa e da sua actuação, uma linha de funcionamento independente, árbitro do sistema político, garante da Constituição e isso tem-no feito com elevada qualidade. […] Penso que é dessa conduta que o Presidente pode aspirar a uma reeleição confortável e isso também tem significado político [link]"

mais uma etapa do cavaquismo socrático

Cada vez mais nos convencemos (pelo menos isso acontece comigo) que José Sócrates tenta imitar, em algumas das suas formas de actuação política, aquela que foi a metodologia de Cavaco Silva entre 1985 e 1995. E, se Cavaco apoiou Soares nas presidenciais que o reelegeram, agora é altura do mesmo ser apoiado.

Obviamente, numa altura em que o primeiro-ministro necessita de ir roubar votos à esquerda para tentar assegurar a segunda maioria, nada melhor do que o presidente da assembleia da república para dar esse passo.

posts ideais

O Insurgente » Paulo Rangel e Sócrates, por Bruno Alves

"Paulo Rangel, fez uma crítica política às opções do Governo. Fez uma defesa do papel do parlamento perante a arrogância do Governo e dos seus Ministros. Colocou questões ao Primeiro-Ministro. Este último responde-lhe com insultos. Com piadinhas. Deturpa ou ignora as palvras de Rangel. Discute com ele como se Paulo Rangel fosse Santana Lopes, e se comportasse como Santana Lopes. Infelizmente para Sócrates, Rangel não é Santana. E não se comporta como ele. E a dificuldade que o Primeiro-Ministro tem em lidar com a forma como Rangel interveio é notória. Quando alguém critica as políticas concretas do Governo, assentando essa crítica numa análise da conjuntura actual, a arrogância de Sócrates não funciona: quando Sócrates goza com a intervenção de Rangel, quando desvaloriza as críticas e as questões que ele coloca, goza com as dificuldades que os portugueses sentem em virtude da conjuntura que Rangel analisa. […]"