Ainda bem…

Em Fevereiro deste ano, e no âmbito da campanha para o referendo sobre a descriminalização da IVG/Aborto, escrevi aqui que votaria SIM, expondo os motivos pelos quais o faria…

Disse, entre outros aspectos que

«(…) a IVG é [era], em Portugal, livre. Qualquer mulher que opte pela IVG pode realizá-la. E, como quem a pretende efectuar, a pode executar, chama-se a este facto/situação, liberalização. A única questão que aqui se coloca é como e onde a mesma é realizada. (…)»

Sempre defendi que o sim nesse referendo permitiria, não apenas que as IVG’s clandestinas diminuissem (com a diminuição dos perigos associados), como também permitir que muitas situações deixariam de ocorrer, por deixarem de ser feitas às escuras, onde a economia falava mais alto…

 

No dia em que a regulamentação da lei entra em vigor verifico, com satisfação, os impactos que a descriminalização já estão a provocar, como já aqui referi e como também se pode verificar aqui.

Pormenores…

Como diria a Rita Guerra, até poderão ser “pormenores sem a mínima importância”, mas não deixa de ser curioso que o blog do Grupo de Relações Internacionais da Associação de Profissionais de Serviço Social [http://grinapss.blogspot.com/] não apresente nenhuma ligação para a página da Associação de Profissionais de Serviço Social [http://apss.home.sapo.pt/].

Pelo menos, por uma questão “institucional”…

É verdade que o contrário também acontece, mas sobre a actualização da página da APSS não há muito a dizer… é como a própria actualização…

Amanhã, estarei atento…

… à declaração de vitória de António Costa, e à forma como começará a campanha para as autárquicas de 2009 (com estabilidade é mais fácil?);

… aos comentários de José Sócrates, e à forma como irá dar a volta a um fraco resultado de António Costa (a situação era complicada?);

… ao discurso de Marques Mendes e à forma como o mesmo reagirá à derrota de Fernando Negrão (a culpa é do Carmona?);

… às reacções dos adversários internos de Marques Mendes, visto que irá começar amanhã, a campanha para as eleições do novo presidente (alguém para além de Menezes? e o que dirá Ferreira Leite?);

… às declarações de Telmo Correia e Paulo Portas, e às tentativas de justificação de não conseguirem o que conseguiu Ribeiro e Castro (perseguição política?);

… ao discurso de Helena Roseta (a independente partidária), e à tentativa de abertura de portas (depois de dizer que não aceitaria) para uma coligação pós-eleitoral (estabilidade para Lisboa?);

… à declaração de Carmona Rodrigues (sou um coitadinho, mas consegui? afinal o meu trabalho não foi tão mau?);

… às reacções de todos os anteriores face à vitória esmagadora da abstenção (a culpa será de todos menos deles?);

… às diferentes justificações de “vitória” dos restantes candidatos (blá, blá, blá?);

 

Pelos vistos, funciona…

«A realizar abortos a pedido da mulher desde o mês passado, a Maternidade Alfredo da Costa já viu algumas gestantes desistirem da intervenção e prosseguirem com a gravidez devido ao período de reflexão imposto pela lei.

«Só a meu cargo já houve quatro ou cinco casos de mulheres que, depois do período de reflexão e em função da sua própria situação, acharam que preferiam continuar a gravidez» contou à agência Lusa a directora do serviço de Obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa.»

[…] [aqui]

 

Provavelmente, são quatro ou cinco mulheres/casais que não recorreram à prática do aborto clandestino…

MAV