Surpresa…

 

É A NOTÍCIA DO DIA

Lê-se no Expresso Online [aqui] «que a moção de estratégia proposta pela direcção do Bloco de Esquerda ganhou hoje a V Convenção Nacional bloquista com 307 votos, contra 55 da moção alternativa mais votada.»

 

Mas, nestas coisas existe sempre um mas, estavam inscritos 600 delegados. Será que esta elevada abstenção (votaram 384), não significará nada para a liderança do BE?

 

MAV

Opiniões…

… são opiniões, e eu identifico-me com essa:

«A melhor prenda que poderíamos dar às crianças no dia da criança era muda-lo para o primeiro Sábado de Junho.Se é para ter algum significado, eles na escola, nós a trabalhar não me parece a melhor opção. A prenda que eu queria dar e receber hoje era poder passar o dia inteiro com os meus filhos.
Não deixo de lhes dar uma prenda, mal por mal é uma boa forma de disciplinar o consumismo, haver estes “marcos”, mas não consigo deixar de sentir que de certa forma dou, não uma prenda mas um pedido de desculpas por hoje passarmos o dia separados.
Claro que posso compensar amanhã, e domingo, mas já não é dia da criança. Já não é mágico para eles. Devia ser.
E nós adultos somos muito egoístas, porque no dia do trabalhador não trabalhamos…
»

 

MAV

Pois Claro…

O Diário de Notícias (pelo menos) avança hoje com a informação de que «O Tribunal de Contas (TC) detectou despesas públicas irregulares num valor superior a 700 milhões nas auditorias realizadas no ano passado.» [via].

 

O governo, na pessoa do ministro Teixeira dos Santos, confrontado com esta informação começa por desvalorizar a mesma, visto que os 700 milhões dizem respeito a «1 por cento do total da despesa do sector público administrativo» [via].

 

Uma ninharia portanto, esses 700 milhões de euros…

 

Se Teixeira dos Santos ficasse por aqui, ainda davamos um desconto, mas a verdade é que o mesmo complementa esta desvalorização, referindo que nem todas estas despesas foram realmente ilegais, visto que exitem «divergências entre os serviços do Ministério das Finanças e o TC quanto à interpretação jurídica»[via].

 

Ou seja, a culpa destas despesas irregulares não é do Estado nem de quem as ordenou e aprovou, mas sim, pura e simplesmente, da lei em vigor… Pois claro…

 

MAV

Só por Acaso…

Permitam-me lançar aqui uma pequena pergunta hipotética…

Imaginemos, como parece que vai acontecer, que António Costa e o PS ganham as intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, mas sem a maioria que os mesmos desejam. Para além desse facto, todos os restantes candidatos (pelo menos os mais importantes – digamos que Carmona Rodrigues, Fernando Negrão, Telmo Correia, Helena Roseta, Sá Fernandes e Ruben de Carvalho) teriam uma votação que permitiria, se coligados com o PS, governar a Câmara de Lisboa com maioria absoluta.

A pergunta é simples, e sem interesses partidários se possível…

Qual seria a ordem de opções para a coligação por parte do PS?

MAV