finalmente…

… alguma decência.

Os créditos atribuídos pela experiência profissional e outras actividades exercidas pelos estudantes do ensino superior vão passar a estar limitados. O Governo aprovou nesta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma alteração ao regime jurídico dos graus académicos que cria regras mais apertadas para a obtenção de equivalências, pelo que deixa de haver possibilidade de acontecerem casos como o da licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas.

Com o novo regime, o número de créditos atribuídos por equivalência nunca poderá ser superior a um terço da totalidade dos créditos totais de cada um dos cursos..

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os “passos coelho”

Independentemente do que se ache de (Pedro) Passos Coelho, seja enquanto pessoa, político ou Primeiro-Ministro de Portugal, o conjunto de comentários (que andam pela Internet fora) deixam-me bastante desiludido e até revoltado.

Comentários esses sobre as afirmações de (António) Passos Coelho, pai do anterior.

Quem já lidou com ele (Dr. António Passos Coelho), quem o conhece, quem (permitam-me o jogo de palavras) o conheceu na dor (sua ou de familiares) teve o “prazer” de conhecer um ser humano fantástico, uma pessoa singular. E as declarações que fez não são mais do que um desabafo de um pai, um desabafo de dor e de amor, que, mesmo que não fosse (António Passos Coelho) quem é e o que é, não merecem este tipo de comentários.

Ainda mais sendo…

coisas que me passam na cabeça…

Independentemente do que acharmos sobre a limitação de mandatos dos Presidentes de Câmaras (pessoalmente acho isto) existe uma questão que me têm andado a assaltar a mente…

Sendo que as candidaturas ainda não foram oficializadas, ou seja, na prática, as mesmas ainda não existem, como é possível os tribunais portugueses estarem a aceitar providências cautelares sobre as mesmas.

Ou seja, sobre algo que não existe?

a demissão de relvas, a remodelação e os putativos candidatos autárquicos…

Miguel Relvas nunca seria demitido e, certamente, nunca iria ser remodelado. Contudo, e para a mínima estabilidade deste Governo, seria necessário que Relvas saísse. Mas tal só poderia acontecer pelo seu próprio pé, independentemente dos motivos que venham a ser apresentados.

Assim, não só abre as portas para uma necessária remodelação no Governo de Passos Coelho, como também as abre para uma candidatura sua a uma qualquer Câmara Municipal para a qual o PSD tenha, neste momento, prevista, alguém que (por causa da lei de limitação de mandatos) possa não poder ser candidato.

Simples, não é? Fica tudo assegurado, especialmente num momento em que será necessário falar-se de muitos assuntos (TC…)