autárquicas em vila real

Hoje, praticamente por acaso, dei comigo a assistir ao comício da apresentação das listas do Partido Socialista para o Concelho de Vila Real, encabeçada por Rui Santos, actual director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Vila Real.

 

Aí, tive a oportunidade de verificar o porque de muitos partidos (ou a sua quase totalidade) não querem que as autárquicas e as legislativas ocorressem no mesmo dia: o facto de ser difícil de distinguir umas das outras e respectivas propostas e ideias.

Contudo, aqui não falo dos cidadãos, mas sim dos candidatos que ouvi discursar, nomeadamente Rui Santos (cabeça de lista à Câmara Municipal de Vila Real) e Pedro Silva Pereira (cabeça de lista nas legislativas). Digo isto, ao perceber que (sem "dados estatísticos" concretos), cerca de metade do tempo dos comícios foram sobre a obra do actual governo do PS.

É que a determinada altura pensei mesmo estar num comício para as legislativas, até porque se falava de "obras" que nada tinham a ver com o concelho de Vila Real, e lá tinha Pedro Silva Pereira que evidenciar o estar-se a referir ao distrito, e eu que sempre pensei que um governo deveria apoiar as autarquias independentemente da sua cor partidária, não tendo como objectivo a retribuição, em votos, para as autárquicas.

Para além disso, a demagogia habitual: o assumir para o governo o retomar do circuito de Vila Real, a A7 (que termina em Vila Pouca), o Complemento Solidário para Idosos (que fiquei a saber tinham uma prestação de € 400,00, entre outros aspectos…

Quanto à parte de Rui Santos, "muita parra e pouca uva".

Muitas críticas pessoais (comentava-se ao lado uma qualquer história sobre espelhos na segurança social – que eu não entendi…), muitos objectivos gerais, e poucas propostas concretas.

Acima de tudo, avaliar e reavaliar, recentrar, reformular… mas do "como", da "forma de o fazer", das actividades e propostas específicas para alterar o que considera estar mal, pouco ou nada se ouviu.

 

vale tudo…

É curiosa esta argumentação de que a notícia do fim do "Jornal Nacional de Sexta-Feira" apenas é prejudicial ao Partido Socialista e a José Sócrates. Quem defende este argumento, considera estúpido trocar 2 ou 3 edições do referido jornal coordenado por Manuela Moura Guedes, por todas as insinuações que daqui possam resultar.

Esquecem-se, contudo, de algumas variáveis: Que notícias sobre o Freeport estariam já preparadas para a edição de amanhã? E que outras poderiam vir pelo caminho?

Com os telhados de vidro que José Sócrates parece ter, acredito que este jornal faria muita mais mossa do que a sua retirada do ar, independentemente das suspeitas de pressões políticas. É que a estas (suspeitas e realidades), já todos estamos habituados.

Aliás, toda esta argumentação, em cima do joelho, dos apoiantes de Sócrates a referir que esta situação só beneficia o Partido Social Democrata, apenas demonstra demagogia e o verem as possibilidades de vitória a descerem…

calendário…

Calendarização entre os cabeça de lista por Lisboa à Assembleia da República:

 

Quarta 2 Set. – PS-CDS (TVI)

Quinta 3 Set. – BE-PCP (SIC)

Sábado 5 Set. – PS-PCP ( TVI)

Domingo 6 Set. – BE-PSD (TVI)

Segunda 7 Set. – CDS-PCP (SIC)

Terça 8 Set. – BE-PS (RTP)

Quarta 9 Set. – PSD-PCP ( TVI)

Quinta 10 Set. – CDS-PSD (RTP)

Sexta 11 Set. – BE-CDS (RTP)

Sábado 12 Set. – PSD-PS (SIC)

 

* a negrito, os que não vou perder…