ist ensact joint european conference (iv)

Depois do dia de ontem ser dedicado à cerimónia de abertura e à minha comunicação, o dia de hoje foi repleto de ética… Quer da parte da manhã quer da parte da tarde estive a assistir a um conjunto diferenciado de intervenções sobre a ética na profissão e práticas deontológicas.

E (também) por causa disso não consigo deixar de retomar um assunto sobre o qual, esporadicamente, vou falando e escrevendo, quer neste blog, quer nas aulas e noutros locais onde sou convidado para falar sobre este tipo de assunto.

Falo na necessidade de se criar um código deontológico para o serviço social em Portugal. Tenho consciência que, sem a ordem, não existe uma instituição com a "força" suficiente para o fazer aplicar, mas também é verdade que, neste momento, muitos profissionais andam "à toa" sem ter um suporte ético para a sua prática.

Não seria possível, por exemplo, a criação deste código, envolvendo associações profissionais, escolas de serviço social e, obviamente os profissionais? Aliás, como a própria declaração de princípios éticos da IFSW defende?

ist ensact joint european conference (iii)

Não consigo deixar de falar nisto…

Esta conferência, que substitui as antigas conferências europeias de trabalho social, está a ser organizada pela ENSACT (European Network for Social Action), uma "mega" associação que reúne as seguintes:

  • EASSW: the European Association of Schools of Social Work
  • FESET: Formation d’Educateurs Sociaux Européens/European Social Educator Training
  • IFSW: the International Federation of Social Workers European Region
  • ICSW: the International Council on Social Welfare European Region
  • FICE: the Federation Internationale des Communauté Educatives
  • AIEJI: the International Association of Social Educators

Será utópico pensar que seria possível uma organização similar, à escala nacional, em Portugal?

Infelizmente, penso que saberei a resposta…

 

ist ensact joint european conference (i)

É isto que me atrai nestas coisas de conferências internacionais: as opiniões, as críticas, o não ter medo de colocar a profissão em questão, o levantar de problemas. Enfim… o espírito critico , a reflexividade que muitas vezes falta no serviço social em Portugal, onde tudo parece que caminha sobre telhados de vidro, e onde o que se diz tem que ser dito com o cuidado intenso de quem não quer "levar por tabela"-

Levantem-se, falem, critiquem, ponham em causa, discutam. Só assim se cresce.

E depois, claro, também há a parte social, as pessoas que se conhecem, os diferentes pontos de vista, as diferentes práticas e integrações profissionais.