ainda a esmeralda

Face às notícias a que íamos tendo acesso e que apresentavam as estadias de Esmeralda com a família do seu pai tenho que considerar como sendo, no mínimo, de estranhar aquilo que ficamos a saber através desta notícia, e que retrata "[…] um «entendimento relacional e afectivo conducente com a sua faixa etária e comum numa família a todos os níveis funcional»"

Ou isso, ou os maus-tratos tão badalados na comunicação social e apregoados pelo sargento Luís Gomes, afinal vinham de outro lado, de muito mais perto do que o último referia…

A questão que fica é se será desta vez que se vai cumprir as decisões judiciais…

 

sobre este assunto, podem ainda ler este blogue, que descobri hoje, dedicado ao acompanhamento de todo este processo

2008… 2009

E, quase sem darmos por isso, estamos em 2009… um ano de desafios.

Para mim, e para além dos constantes desafios pessoais (que acabam por dar outro sabor aos dias) e dos académicos que transitam de 2008, vai ser um ano diferente, com novos desafios à espreita. Desafios académicos, profissionais e associativos.

Desafios académicos com a (espero) conclusão da tese de mestrado (que já devia estar mais adiantada…), a motivadora criação de "novas ideias" (fiquemos por aqui… por enquanto) e a participação num conjunto de eventos científicos internacionais (Penang, Braga e Dubrovnik, já fazem parte do roteiro, enquanto se espera a resposta para outros).

Desafios profissionais com (de certa forma) o regresso à prática surgida através dum convite inesperado e que ainda hoje tento entender como surgiu, embora (entenda-se) tenha ficado extremamente satisfeito com os pressupostos inerentes a esse convite. Em breve voltarei a este assunto…

Desafios associativos, que serão os primeiros depois da, (já histórica  e que de histórico pouco teve…) incursão pelo associativismo estudantil e académico. Mas, diz-se, o segredo é a alma do negócio… 

locus soci@l

Tomo conhecimento, através do Assistente Social, do nascimento de uma nova revista científica nacional na área do serviço social. Chama-se Locus Soci@l e é uma iniciativa do Centro de Estudos de Serviço Social e Sociedade da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

É uma excelente iniciativa, principalmente por ser web based e de acesso livre. 

Só é pena que nem todos acreditem nas potencialidades de revistas científicas com estas características.

quem puder (e quiser) que me explique

Ainda relativamente ao post anterior e fazendo referência a esta notícia do Público, alguém me consegue explicar a congruência destas duas secções da notícia…

  1. O aumento do preço do pão “é inevitável” e que “nunca poderá ser inferior a cinco por cento”, devido ao aumento das despesas dos panificadores com energia e combustíveis.
  2. Nos transportes públicos, os passes sociais vão manter os seus preços pela primeira vez em 30 anos em 2009, devido à descida dos preços do petróleo.

A notícia refere-se sempre ao mesmo país, certo?

boas entradas e preparem-se para 2009

Em declarações recentes à agência Lusa, o presidente da Associação de Comércio e Indústria da Panificação (ACIP), Carlos Alberto dos Santos, disse que o aumento do preço do pão “é inevitável” e que “nunca poderá ser inferior a cinco por cento”, devido ao aumento das despesas dos panificadores com energia e combustíveis.

[…]

Outro caso em que a subida dos preços ultrapassa o valor da inflação prevista pelo Governo é o da electricidade, com os preços das tarifas a subirem em média 4,9 por cento no próximo ano, com os consumidores domésticos a terem um aumento médio de 4,3 por cento, de acordo com a proposta aprovada pelo Conselho Tarifário da ERSE.

[…]

Já as portagens nas auto-estradas vão sofrer aumentos com base na inflação de Outubro, pelo que, segundo anunciou o Ministério das Obras Públicas, os preços deverão aumentar cerca de 2,2 por cento, com uma viagem Lisboa-Porto a subir 45 cêntimos e Lisboa-Algarve 50 cêntimos para os veículos ligeiros (Classe 1), anunciou hoje o Ministério das Obras Públicas.

[…]

Quanto a veículos, fonte da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA) disse anteriormente à agência Lusa que há um agravamento quer em termos de Imposto Sobre Veículos (ISV) quer de Imposto Único de Circulação (IUC), prevendo que a fiscalidade fará subir os preços médios em 2,1 por cento, fora o preço base praticado por cada marca.

[…]

Nas cartas seladas e franquias obtidas nas máquinas de vendas de selos, os preços aumentam um cêntimo, para 32 cêntimos.

 

Extractos desta notícia.

por uma intervenção social do séc xxi

Uma situação com a qual os profissionais que intervêm no campo (do) social se debatem actualmente é, sem dúvida, a identificação dos limites da sua intervenção e os pontos de encontro entre as diferentes profissões. 

Obviamente, e como não poderia deixar de acontecer, cada grupo profissional defende e apresenta como suas as competências que lhes pertence. Os outros grupos, com maior ou menos conhecimento sobre a realidade profissional externa, criticam e colocam em causa a legitimidade dos outros para o exercício dessas mesmas competências. 

É, considero, uma situação normal. Cada grupo profissional defende a sua dama da forma que acha mais correcta, embora não poucas vezes esse debate sai do campo científico-profissional, e entra no campo do insulto pessoal.

Não será hora de todas estas profissões (estruturas sindicais, profissionais e educativas) se organizarem, se sentarem à mesma mesa sob um único objectivo: a sistematização e definição das articulações entre competências profissionais, elaborando, por exemplo, por área de intervenção "mapas de articulação das competências profissionais"? Tendo, claro, como principal beneficiário, o cliente…

Esta "estrutura" poderia até ir mais longe, com a criação duma "organização" que visasse a promoção da intervenção sobre em Portugal, onde se reflectisse por exemplo, e entre outros variadíssimos aspectos, as práticas deontológicas necessárias para a intervenção em equipa… E isto que aqui trago não é nada de novo.

Está a acontecer no Brasil, pelo menos entre a psicologia e o serviço social.

Está a acontecer na Europa, com a criação da ENSACT.

Será possível acreditar que em Portugal, é credível pensar que profissionais de áreas (permitam-me) relativamente similares, se podem juntar e organizar com vista a um bem comum. Ou será pedir de mais?