
… and i hope that too…
Social Worker, Consultancy & Training

… and i hope that too…
Já num post anterior do meu outro blog, pus em causa as questões que foram colocadas no inquérito desenvolvido (em meio escolar) pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).
Contudo, e para que a discussão a realizar seja correcta, importa que os factos apresentados sejam correcto e não interpretados erradamente atendendo ao que se vai falando…
É o que acontece com Vasco Pulido Valente (Público, 21.01.07) num artigo de opinião publicado.
Concordo com o mesmo (alías, já o tinha referido anteriormente) quando refere que as questões não sejam as correctas. Contudo, e ao contrário do que o mesmos diz, o estudo não é sobre Violência Doméstica. O facto de ter sido (estar a ser…) realizado pelo IDT deve querer dizer alguma coisa (o T e de Toxicodependência…).
Este é um estudo realizado para conhecer os padrões de consumo dos jovens em idade escolar. Ao mesmo tempo que o fazem, tentam verificar a relação entre o fenómeno de consumo de substâncias psicoactivas e outros que, segundo a literatura internacional, aparecem associados, como é o caso da violência doméstica…
Cuidado…
Já num post anterior, pus em causa as questões que foram colocadas no inquérito desenvolvido (em meio escolar) pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).
Contudo, e para que a discussão a realizar seja correcta, importa que os factos apresentados sejam correcto e não interpretados erradamente atendendo ao que se vai falando…
É o que acontece com Vasco Pulido Valente (Público, 21.01.07) num artigo de opinião publicado.
Concordo com o mesmo (alías, já o tinha referido anteriormente) quando refere que as questões não sejam as correctas. Contudo, e ao contrário do que o mesmos diz, o estudo não é sobre Violência Doméstica. O facto de ter sido (estar a ser…) realizado pelo IDT deve querer dizer alguma coisa (o T e de Toxicodependência…).
Este é um estudo realizado para conhecer os padrões de consumo dos jovens em idade escolar. Ao mesmo tempo que o fazem, tentam verificar a relação entre o fenómeno de consumo de substâncias psicoactivas e outros que, segundo a literatura internacional, aparecem associados, como é o caso da violência doméstica…
Cuidado…
Anda na moda falar sobre o “Caso Esmeralda”, ou seja, o caso da menina que foi adoptada e que 5 anos depois o tribunal de Torres Vedras decidiu entregar ao pai biológico (ausente, até aquele momento).
Pelo menos é assim que é retratado o caso em toda a comunicação social.
Contudo, e como podemos saber ontem (no Jornal da Noite da SIC), a situação não é, exactamente esta…
Um pequeno aparte… a forma como Paulo Camacho (Pivot do referido espaço noticioso) “tratou” o (penso) presidente do sindicato dos juízes, foi (no mínimo) de uma tremenda falta de educação. Não sei se não ultrapassará um qualquer limite deontológico.
Retomando… sabemos agora que não é a situação descrita acima, a verdadeira explicação dos factos ocorridos (como aliás somos alertados por Paulo Gorjão, aqui no Bloguitica).
Na verdade, o pai biológico já requereu o “direito” quando a menor tinha menos de um ano de idade, sendo que desde 2004 que o tribunal tinha decidido entregar o menor ao mesmo.
Outro aspecto, os pais adoptivos, não são pas adoptivos… Foi alguém a quem a mãe (biológica) entregou a filha… Estamos então a falar, concretamente, em rapto e incumprimento da decisão do tribunal à quase 2 anos…
Não seria do superior interesse da menor, ter sido entregue ao pai, imediatamente após a decisão do tribunal quando a mesma tinha cerca de 2 anos e meio…
Só é pena que o processo se arrastasse tanto tempo…
… cá fora…
Na minha opinião, a questão que se deve discutir no âmbito do próximo referendo é exactamente aquela que vai ser colocada aos portugueses no próximo dia 11 de Fevereiro, ou seja:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
É neste âmbito que considero existir uma hipocrisia nos argumentos defendidos por aqueles que se propõem votar NÃO no referendo. Passo a explicar…
A questão que está “em cima da mesa” é se concordamos ou não com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (aborto, para não ferir susceptibilidade).
Aqui, um dos argumentos dos “SIM” passa pela necessidade de terminar com a penalização prevista no Código Penal para este acto, que pode (porque está previsto na mesma) conduzir à prisão das mesmas.
Os do “NÃO” argumentam que nunca nenhuma mulher foi presa pela prática da IVG.
Garantem-me que, caso a lei não mude, nunca uma mulher será detida e condenada a pena de prisão, nem enfrentará um julgamente, pela práica da IVG?
Se a resposta a esta questão que coloco for SIM, posso começar a ponderar a alteração do meu voto (não mudo automaticamente porque mais uma ou duas questões se colocam, mas a isso voltarei mais tarde).
´´E aqui que se encontra a hipocrisia e a mentira dos que defendem o NÃO…
Por um lado defendem que as mulheres não devem ser julgadas e condenadas… Ainda não vi ou li, ninguém a referir… Condene-se e prenda-se as mulheres que praticarem a IVG.
Por outro lado, mantêm a ideia que às 10 semanas existe vida, e que ao interromper a gravidez estão a cometer um crime (que alguns até comparam com terrorismo)…
EM QUE FICAMOS? É CRIME OU NÃO?
PENSO QUE SE DEFENDEREM A EXISTÊNCIA DE UM CRIME, DEVEM DEFENDER A EXISTÊNCIA E CUMPRIMENTO… OU DEFENDERÃO A EXISTÊNCIA DE CRIMES NÃO SUJEITOS A PENAS?
Já vi spots publicitários estúpidos, mas este da “seguro directo”, ultrapassa todos os limites…
yehhh…