Digam lá que não é uma maravilha…

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Digam lá que não é uma maravilha…

«O Plano de Alargamento dos Julgados de Paz deverá ser apresentado publicamente no próximo mês. O estudo está a ser elaborado pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresas e visa identificar os locais mais indicados para a instalação de Julgados em todo o território nacional, tendo em conta a futura organização do mapa judiciário.»
Jornal de Notícias, 20.01.07
Vem aqui, no Diário de Notícias de Hoje…
A partir de agora, quando alguém falecer, irão questionar os familiares sobre qual foi o voto do falecido na referendo de 11 de Fevereiro. Parece que o voto não é secreto para a Igreja…
Pelo menos é o que diz o cónego Tarcísio Alves no artigo acima referido…
Atentem a esta pérola…
«“Os cristãos que vão votar ‘sim’ no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas […] todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros”»
«Os processos entrados nos Julgados de Paz, em 2006, cresceram 43% relativamente ao ano anterior. Dos mais de cinco mil processos entrados, metade foi resolvido por acordo e a média de conclusão não ultrapassa os dois meses. Os dados foram divulgados ontem, véspera do colóquio que hoje se realiza e com o qual se assinala os cinco anos de existência deste meio alternativo de resolução dos conflitos. O ministro da Justiça preside à sessão inaugural e vai anunciar a abertura de um novo concurso para recrutamento de 30 juízes de Paz.»
Jornal de Notícias, 19.01.07
«Um estudo, efectuado pela Universidade de Amsterdão (Holanda), conclui que quem consome ecstasy pela primeira vez pode sofrer danos cerebrais e perturbações de memória, mesmo que seja pequena a dose ingerida: uma só pastilha.»
Correio da Manhã, 14.01.07
Refiro-me aos movimentos de cidadãos para o referendo sobre a IVG. Se não é assim… pelo menos parece.
A fazer fé no que diz o Daniel Oliveira, aqui no Arrastão, o Plataforma Não Obrigada, promoveu uuma sessão de esclarecimento sobre a temática do referendo, e as afirmações dos convidados foram fantásticas…
Um deles (convidados), autora de um livro sobre a temática, quando questionado sobre a criminalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, actualmente prevista na lei portugues refere que:
«Não concordo. Não serve de nada o castigo»
Um outro, Pedro Afonso, rejeitou a existência de um “síndrome pós-aborto” como doença, que tanto tem sido promovida, pelos defensores do não…
Pelos vistos o Movimento diz “não obrigada” à criminalização da IVG até às 10 semanas…
Eu concordo com eles…
O Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, vai realizar, nos meses de Fevereiro e Março próximos, um curso sobre Intervenção Precoce, destinado não apenas a especialistas em saúde e desenvolvimento infantil e a educadores, mas também a pais e ao público em geral.