a comunicação de josé sócrates

A comunicação ao país de José Sócrates, realizada na qualidade de Primeiro Ministro terá sido das coisas mais ridículas e obtusas que já assisti até hoje, pela parte dum alto representante de Portugal.

Apresentado-se como Primeiro Ministro (podia ter feito a comunicação enquanto Secretário-Geral do Partido Socialista ou “mero” cidadão, visto que a cobertura mediática teria sido a mesma), José Sócrates nada disse de novo, e nada disse que levasse as pessoas alterar a opinião que possam ter sobre os factos relacionados com a “alegada” tentativa de controlo de órgãos de comunicação social.

Limitou-se a fazer o que já fez até agora: negar, negar e negar. E, neste momento e face a tantos casos onde, “alegadamente” José Sócrates está envolvido, negar já não chega.

Para além disso, uma comunicação oficial, com o teor (ou a falta dele) como a de hoje, apenas demonstra o buraco onde José Sócrates e o seu governo se estão a meter, cada vez mais fundo e sem possibilidade de voltar ao topo.

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«Pela Eutanásia Política» por José Fialho Gouveia, no Albergue Espanhol

Facto 1: Sócrates tem a imagem tão estragada que nem com muitas cirurgias estéticas a coisa irá ao lugar.

Facto 2: Acreditar que o primeiro-ministro ainda tem credibilidade é um pouco como acreditar que no futebol português nunca se passou nada de estranho.

Facto 3: Neste momento, Sócrates dedica grande parte do seu tempo à gestão de danos e a jogos de bastidores. Governar está longe de ser a sua única preocupação.

Pergunta: É pior para o país mudar de primeiro-ministro – ou de Governo – ou continuar com um líder com a imagem em frangalhos, sem credibilidade e que mentiu ao país?

Conclusão: Posso estar enganado, mas, depois de o Orçamento estar em vigor, de o PEC estar negociado e de a situação no PSD estar estabilizada não vejo razão para que não se desligue a máquina a este Governo. Também na política sou a favor da eutanásia.

Mas o mais curioso em tudo isto é, digo eu, o facto de ninguém ter feito nada para que tudo estivesse a acontecer. A existir um culpado, será só um: o próprio José Sócrates.

Não sei se deveremos chamar a isto eutanásia passiva (o que não se enquadra totalmente) ou auto-eutanásia, que será o mesmo que dizer suicídio…

IV Simpósio Nacional: Desafios do Profissional de Serviço Social

No passado dia 3 de Fevereiro, estive presente no IV Simpósio Nacional "Desafios do Profissional de Serviço Social", que decorreu no Auditório da Junta de Freguesia de Paranhos (quem dera a muitos municípios terem auditórios com as condições deste…) onde abordei a temática da "Pobreza e Exclusão: Desafios para a Intervenção Social".

Enquadrado nessa lógica, apresentei um projecto no qual estou envolvido e que convido todos a conhecer e a participar: o Movimento Comunidades de Vizinhança [página].

Na minha página pessoal, na secção de ‘comunicações e posters‘, está disponível a apresentação realizada.

e por cá?

Como forma de combater a crise, e garantir a sustentabilidade, a médio e longo prazo do seu sistema de pensões, o governo Espanhol prepara-se para aumentar a idade da reforma dos 65 para os 67 anos.

Em Portugal, e face ao aumento da esperança média de vida, à entrada cada vez mais tardia no mercado de trabalho e ao envelhecimento constante da população, quando haverá coragem política para tomar esta necessária e urgente medida?

alguém poderá fazer o favor de me explicar?

Socorrendo-me das informações apresentadas pelo Gabriel Silva, a previsão no OE 2009 para o défice era de 2,2%, sendo que em Janeiro de 2009 essa previsão já tinha passado para os 3,9%. Em Maio, continuou a sua escalada e já se previa 5,9%.

Em Junho de 2009, Teixeira dos Santos dizia que estava em condições de garantir estes 5,9%. Contudo, chegamos a Dezembro (que é como quem diz, passa o período eleitoral) e a previsão cresce para 8,3%. Assim, obviamente, o valor “final” é de 9,3%.

Qual a justificação? A crise já cá estava e em Julho, Teixeira dos Santos viasinais positivos, não só internos como internacionais”. O que aconteceu para tamanha alteração? Será esta a “política de rigor com o necessário controlo da despesa pública” que José Sócrates dizia ir manter?

Agora, de acordo com os mesmos, a previsão para o próximo ano é de 8,3%. Apenas duas questões: Depois disto tudo alguém acredita nisso? Depois disto tudo, alguém acredita nestes senhores?