coerência (ou a falta dela)

Cavaco Silva vetou a lei que previa o fim do voto por correspondência nas eleições legislativas dos emigrantes portugueses. Isto, segundo o mesmo, porque poria em causa a possibilidade efectiva destes participarem nas eleições. A esta opinião associam-se PSD e CDS. Ao contrário do sucedido com a Estatuto Político-Administrativo dos Açores, e independentemente da decisão que o PS tome, é impossível, sem os votos dos partidos de direita, a confirmação da proposta de lei.

Espera-se aqui, como em todo o discurso político, coerência. Deveriam assim, PSD e/ou CDS, apresentar uma proposta de lei com o fim da proibição do voto por correspondência nas eleições presidenciais e europeias. Veremos quem avança… ou quem não o faz.

caras que gostava de ter visto (i)

A de Maria de Lurdes Rodrigues, quando confrontada com expressões como «relatório político» ou «estudo da OCDE entre aspas», no âmbito da comissão parlamentar de educação que ocorreu hoje. Isto, na sua habitual simpatia e honestidade*.

 

* ao referir, por exemplo que «Nunca me ouviram dizer nem ao primeiro-ministro que o relatório era da autoria da OCDE».

serviço público…

"Ar Fresco", por Luís Aguiar-Conraria, no "A Destreza das Dúvidas"

 

«Há umas semanas, «Cristiano Ronaldo queixou-se dos adeptos portugueses.

Disse Ronaldo, e cito de memória, “os adeptos têm de excitar os jogadores”. Na altura fiquei parvo com a ideia. Será que jogadores excitados jogam melhor?, ficam com mais pica, será isso?

Depois lembrei-me de um jogo entre a Letónia e Portugal. Precisávamos de ganhar, mas o jogo já ia a meio da segunda parte e a bola não entrava. Eis senão quando uma letã semi-nua entra em campo e Pauleta ri-se para ela. 5 minutos depois, Pauleta marca um golo e, uns minutos mais tarde, Ronaldo fixa o resultado em 2-0 para Portugal.Isto tudo para dizer que sim, que há alguma evidência empírica a suportar a afirmação de Ronaldo.

Fica o recado dado às nossas adeptas para o decisivo Portugal Suécia que se avizinha.»